
Quasar: um buraco negro supermassivo em atividade. Crédito © NASA Education and Public Outreach / Aurore Simonnet
Astrônomos da Universidade de Tel Aviv (TAU) identificaram quando ocorreu a era cósmica dos primeiros buracos negros de crescimento rápido, dentro da história do Universo.
Em geral, as galáxias no Universo, incluindo a Via Láctea, hospedam buracos negros supermassivos, que variam em massa desde um milhão até 10 bilhões de vezes a massa do nosso Sol. Para encontrá-los, os astrônomos procuram por enormes quantidades de radiação emitidas p
elo gás que cai em tais objetos durante o períodos em que os buracos negros permanecem
“ativos”, ou seja, sofrendo acresção de matéria. Os cientistas julgam que é o gás que cai nos buracos negros supermassivos o principal responsável pelo seu crescimento efetivo.

Um Buraco Negro Supermassivo ativo no centro de sua galáxia, o disco de acresção e os jatos polares relativísticos. Crédito: JPL/Caltech
Quanto mais antigos, mais rapidamente os buracos negros supermassivos crescem
Os dados obtidos com os dispositivos avançados desses telescópios mostraram que os buracos negros que estavam ativos quando o Universo tinha 12 bilhões de anos eram cerca de dez vezes menos massivos que a maioria dos buracos negros observados posteriormente. Entretanto, estes objetos estavam crescendo em ritmo muito mais rápido. A taxa de crescimento
medida permitiu aos astrônomos estimarem que aconteceu com esses objetos ao longo do tempo, bem antes e depois desta era.

A equipe descobriu que os primeiros buracos negros, as sementes que iniciaram todo este processo de crescimento quando o Universo tinha apenas 100 milhões de anos, tinham massas de apenas 100 a 1.000 vezes a do Sol. Tais buracos negros podem estar relacionados com as primeiras estrelas do Universo. Os pesquisadores também descobriram que a era subseqüente de rápido crescimento, iniciada após os primeiros 1,2 bilhões de anos, durou apenas cerca de 100 a 200 milhões de anos.
Este novo estudo é o ápice de um projeto de sete anos na Universidade de Tel Aviv (TAU) concebido para acompanhar a evolução dos buracos negros supermassivos e os comparar com a evolução das galáxias nas quais esses objetos residem.
O projeto também contou com a participação do Prof. Ohad Shemmer da Universidade de North Texas e da Prof. Paulina Lira, da Universidade do Chile. Os resultados foram publicados em um artigo do Astrophysical Journal.
Fontes
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